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Contos eroticos

Contos eroticos

Sonolenta ao fundo ouvia uma voz chamar seu nome. Uma mão, de leve, retirar os dreads do seu pescoço e toca-lo com os lábios. O corpo arrepiou, foi acordando. Recebeu mais uns beijos e abriu um sorriso.

– Acorde…

– Pra quê? – perguntou virando-se, mas sem abrir os olhos.

– Pra comer! – as duas riram – Estou com fome e já já tenho que voltar pra casa.

– Eu te levo. – Falou olhando para ela – E faço seu café.

– Você sempre faz esse tipo de coisa para mulheres que conheceu outro dia?

– Você é uma das poucas mulheres que eu deixei deitar no meu ninho…

– Ninho?

– É! – começou a rir – Vem cá. – a puxou com cuidado, deixando seus corpos um sobre o outro. Beijou-a de forma convidativa, os dedos desceram por suas costas, agarrando a cintura e puxando um pouco mais pra cima. A perna da mulher encaixou entre as dela e as mãos deslizaram em seu rosto, fazendo seus corpos roçarem. A morena mordeu o lábio inferior. A outra riu… um sorriso safado de quem sabe o que está fazendo. Continuou beijando-a, mordendo o lábio dela. As mãos pressionando a cintura, deslizando até a bunda e apertando. A boca da outra parou de beija-la e começou a morder de leve o pescoço, descendo até o ombro, subindo com a língua até o rosto dela. Segurou seu queijo e a olhou, pela expressão estava cheia de tesão.

– Você não vai fazer meu café? – perguntou com a voz baixa, provocativa.

– Meu Deus, mulher! – respondeu jogando-a para o lado, se colocando sobre ela. – Tem certeza que você quer trocar um sexo matinal por um ovo mexido?

– Com café forte? – beijou-a, sinal de que o café seria adiado.

– Com o que você quiser! – voltou a beija-la.

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– Pronto, ovos mexidos com café preto para a senhorita! – falou colocando o ovo dentro do prato na mesa.

– Obrigada! – disse colocando um pedaço na boca – nossa, não é só ovo que tem aqui não né?

– Por que?

– Porque esta uma delicia – riu pra ela.

– Tem um ingrediente secreto, mas não posso contar. – sentou-se na cadeira ao lado.

– Infelizmente hoje não vou poder te torturar pra me contar, mas garanto que amanhã mocinha – cerrou os olhos e apontou o garfo para ela – você não me escapa!

– Hum… Amanhã? – bebeu um pouco do café – Isso quer dizer que vai voltar? – Marcela riu de lado e tomou um gole de café – Porra! Será que tudo que você faz é uma delicia?! Nossa! – Duda jogou a cabeça pra trás em uma gargalhada alta.

– Mãos mágicas – falou Duda mostrando a mão a ela. Depois do café Marcela saiu correndo, teria que passar em casa para trocar de roupa e só então seguir para a editora. Duda iria receber as mulheres da cooperativa, se tudo desse certo iriam se ver na noite seguinte.

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Marcela batia o pé no chão, infelizmente havia chovido e sua bota acabou sujando de lama, segurava um jornal e esperava a porta do galpão abir. Escutou Duda gritando um “tô indo” e pensou em como a vida era doida o suficiente para lhe garantir surpresas. Conheceu Duda através de seu trabalho, ela tinha uma cooperativa que ajudava algumas mulheres a fazer trabalhos manuais e a vende-los. Além de proporcionar algumas atividades que ajudam a melhorar a auto estima delas. O projeto estava crescendo cada vez mais e chamando a atenção de outras pessoas que queriam ajudar. No meio de tudo isso, Marcela foi escalada pelo jornal para fazer uma matéria acompanho-a por uma semana na cooperativa. Foi tempo suficiente para que se apaixonasse por ela. Finalmente Duda abriu a porta com uma toalha em mãos.

– Molhou muito? – perguntou passando a toalha em seus ombros – Chuva doi… – antes de terminar a frase Marcela a beijou.

– Estava com saudade! – falou agarrada nela, cheirando seu pescoço.

– Só tem 24h que não nos vemos.

– Você me acostumou mal, fazer o que?

– Aproveitar! – beijou-a novamente.

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– Você acha mesmo que eles vão gostar?

– Claro que sim amor! Relaxa! Eles vão te amar, assim como eu te amo.

– Obrigada. Também te amo. Estarei aí às 19h… No máximo às 19h30min, a depender do transito.

– Ok, amor. Agora entra que já esta na sua hora. Te amo e bom trabalho.

– Tenha um bom dia. Te amo.

Izabel era uma mulher de quarenta e dois anos, que tinha sardas espalhadas em seu rosto e um cabelo cobre mantido rente a cabeça em um corte que lhe valorizava o pescoço. Ela era mãe de três crianças: Marina de dezesseis anos, Hugo de quatorze e Ariel de três (Talvez não fossem tão crianças assim, exceto por Ariel). Ela foi casada com o pai dos meninos durante doze anos, depois disso acabaram por se separar, o que foi até amigável entre eles. E depois de quase quatro anos de separação, finalmente ela tinha encontrado alguém de quem gostava de verdade e que queria apresentar aos filhos, porém, mesmo sabendo que eles não teriam nada contra o novo relacionamento dela, ainda sentia o frio na barriga e o medo que de alguma forma ela os decepcionasse ou que tudo aquilo desse muito errado.

– Mãe, sabe onde está minha calça preta? – Perguntou Marina, entrando no quarto da mãe, cortando os pensamentos dela.

– Filha, deixei no varal, lá na área. – Falou colocando o celular em cima da cama e levantando-se da mesma. – Que hora é?  – Perguntou enquanto procurava os chinelos.

– Cedo mãe… – Falou Marina saindo do quarto.

Ela levantou e foi até o banheiro. Os filhos mais velhos entravam cedo na escola, Ariel iria para a creche as nove, o que lhe dava uma hora de sono a mais que os irmãos.

– Mãe!Mãe!Mãe! – Gritava Hugo na porta do banheiro. Izabel secou o rosto e abriu a porta.

– Que houve Hugo? – Perguntou serena.

– Ganhei o jogo de estratégia, vê isso! – Mostrou o celular para a mãe. De fato a estratégia era ótima e ele ganhou a batalha de forma louvável.

– Nossa! Que ótimo filho! Parabéns! – Disse dando-lhe um beijo na cabeça.

– Obrigada mãe! – Falou indo para a cozinha, seguido pela mãe. Após o café, os meninos foram para a escola e Izabel voltou para a cozinha. Arrumou a mesa e foi acordar Ariel.

Acariciava de leve o rosto do filho… Crescem tão rápido que nem dá tempo de perceber, pensou enquanto o via se espreguiçar, agarrando seu pescoço logo em seguida. Ariel era o mais carinhoso dos três, sempre beijava e abraçava a mãe e os irmãos. Izabel se separou sem saber que o esperava, foi um choque, pois seu corpo só demonstrou sinais de gravidez no quinto mês. Óbvio que algumas pessoas especularam que o menino não era de seu ex-marido, mas eles não deram ouvidos, se conheciam muito bem e em nenhum momento ele desacreditou de sua paternidade, ainda mais quando o pequeno veio ao mundo, era a cara do pai, até as covinhas eram iguais.

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Depois de deixá-lo na creche, Izabel passou no mercado para comprar algumas coisas que estavam faltando e foi para casa, precisava preparar o almoço e arrumar algumas coisas antes do jantar.

Chegando em casa, colocou uma música para tocar e começou a arrumá-la, depois foi fazer o almoço, ao mesmo em que a roupa batia na máquina. Quando deu por si, Hugo já estava em casa junto com Marina, disputando para ver quem iria tomar banho primeiro. A menina venceu, pois ela iria trabalhar e Hugo iria para o curso de informática.

Comeram rápido para não se atrasarem.

– Filha, não se esquece do jantar hoje, certo? – Falou Izabel.

– Pode deixar mãe. Estarei aqui ha tempo. – Disse dando-lhe um abraço e sussurrando em seu ouvido: Vai dar tudo certo dona Izabel.

– Espero filha. – Disse dando um sorriso de nervoso.

Novamente estava sozinha em casa e era até estranho. Ariel sairia da creche às 17h. Voltou aos afazeres domésticos. Estava lavando o banheiro, quando se surpreendeu com a própria imagem no espelho. Havia traços no rosto de sua idade, alguns fios brancos apareciam em sua cabeça, eram poucos, bem poucos, Vivian – sua namorada – costumava dizer que só ela os via. Ela riu ao lembrar-se disso e de que ela sempre dizia: Isso é cabelo branco, amor. Tocando nos longos cabelos negros, que traziam consigo fios mais claros espalhados por todo seu comprimento, o que lhe garantia um ar mais charmoso. Mas Izabel sabia que o tempo estava andando… E rápido! Isso às vezes a assustava. Pensava nos filhos, se teria tempo de estar presente nas conquistas deles, principalmente nas do Ariel, que era tão pequeno. Lembrava-se com constancia das próprias conquistas… Ou melhor, das suas não conquistas. Dos planos que fez na adolescência, mas que acabou deixando de lado, em parte por comodismo em outra por praticidade, necessidade, estas coisas.

Bom, ser atendente de farmácia não era bem o seu sonho, mas pagava suas dívidas. Ficou arrasada quando Marina disse que iria trabalhar como aprendiz para ajudar com as despesas. Ela queria que a filha se concentrasse em apenas estudar. Não queria lhe impor responsabilidades que em sua cabeça ela ainda não deveria carregar. Mas eles precisavam e a filha era teimosa, então conseguiu o emprego. Daí Izabel assumiu que a ideia não era ruim e que seria de certa forma ótimo para a filha. E de fato foi, em vários aspectos. E foi aí que Izabel entendeu que seus filhos já não eram tão pequenos assim e que estavam começando a voar. Soltou um longo suspiro. Seus pensamentos foram interrompidos por uma mensagem de Viviam: “Te amo  Não vejo à hora de estar com você e com seus filhos. Beijos, meu amor.” Abriu um largo sorriso ao ler a mensagem. Respondeu de forma carinhosa para a namorada.

Enquanto arrumava o quarto lembrou-se de certas inseguranças que carregava com relação ao seu novo namoro. Sobre ser uma mulher madura namorando outra mulher madura. Abriu um sorriso de canto ao mesmo em que esticava o lençol de elástico na cama, pensando “Mulheres maduras são as melhores”. Foi outra coisa que descobriu ao permitir-se tentar.

Já era 18h30min, Ariel já estava tomado banho, sentado no sofá via desenho, enquanto fazia cafuné no irmão que estava sentado no chão mexendo no celular.

– Ela já chegou? – Marina perguntou esbaforida aos irmãos enquanto fechava a porta de casa.

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Era uma mocinha dessas quase invisíveis e que fazia diferença só no seu mundinho particular. Acordava por volta das seis, saía de casa as sete com a promessa de chegar ao trabalho antes das oito. As vezes conseguia , as vezes não.

Estela namorava Geovanna, que a esperava na porta da empresa de telemarketing, dava-lhe um beijo e seguia para a padaria da esquina, onde ela trabalhava.

Geovanna – Que houve com o óculos? – perguntou em meio a um abraço.

Estela – Quebrou. Mas não se preocupa, depois dou um jeito.

Geovanna – Vai ficar com dor de cabeça…

Estela – Passa, amor. – Deu-lhe um beijo – Preciso entrar. Te amo e até mais tarde.

Geovanna – Também te amo, até mais tarde. Despediram-se e seguiram para seus trabalhos.

Após colocar o headphone Estela transportava-se para outro mundo , onde ouvia reclamações, algumas com razão, outras nem tanto. Respondia e respirava fundo. Nos intervalos fumava rápido um cigarro e voltava para o trabalho, hoje faria hora extra pra sair no mesmo horário que Geovanna, dormiria na casa dela.

Enquanto isso, Geovanna saiu na parte da tarde do trabalho, combinou com sua chefe para pagar as horas durante a semana. Foi até o centro e comprou algumas coisas para arrumar o quarto e fazer um jantar para ambas. Em seguida correu até sua casa e guardou as coisas, ela morava com seus avós que eram tranquilos com relação a isso. Por sorte não morava muito longe e deu tempo de voltar para esperar Estela na porta. Beijaram-se como de costume, depois pegaram o ônibus (lotado) para a casa de Geovanna.

Estela – Tô morta, amor. – Disse esfregando os olhos , deixando sua mochila no chão do quarto da namorada. Geovanna a abraçou pela cintura, e beijou seu pescoço.

Geovanna – Calma, amor. Vamos tomar um banho, comer e depois deitar de conchinha – falava enquanto a beijava.

Estela – Hum… Isso é ótimo! – A beijou lentamente. Geovanna havia combinado com sua avó para distrair Estela por um tempo após o banho, assim ela teria tempo de arrumar o quarto. O jantar seria macarrão talharim com um creme e camarão, apenas o macarrão seria preparado, o molho ela tinha feito antes de sair para pega-la. Estela riu quando viu a namorada colocar a toquinha de banho para não molhar os cabelos, ela ficava ainda mais fofa. Não resistiu e a beijou.

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